Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional, IP Governo de Portugal
Newsletter ANQEP n.º 73
março 2018

Reflexões
Março: um mês de destaque para a educação e formação profissional

Março: um mês de destaque para a educação e formação profissional

Março foi um mês de muitas medidas, balanços, projetos e iniciativas em torno da educação e formação profissional que demonstram o quanto este é um domínio que deve estar no centro das nossas preocupações e das determinações que possamos assumir para o futuro.
Em termos nacionais, foi o mês da concretização dos dois maiores eventos de educação e formação profissional, tipicamente destinados aos jovens em fases de transição (do ensino básico para o secundário ou do ensino secundário para o superior ou para a vida ativa). A Norte, realizou-se mais uma edição da feira Qualifica, desta vez colocando a tónica na sustentabilidade do nosso planeta e nas competências e comportamentos sociais e cívicos que devemos ter para preservar o nosso habitat. A Sul, realizou-se a Futurália que, a par da tradicional mostra, voltou a destacar-se pela concretização de mais um fórum que teve o mérito de nos fazer pensar na ligação necessária entre educação, conhecimento e património. Para lá de uma retrospetiva do nosso passado, foi sobretudo uma perspetivação do futuro, desenhado a partir do conhecimento, enquanto património efetivo do que somos e do que poderemos vir a ser.
Em março partilharam-se também as circulares que, no âmbito das atribuições da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional, reveem o crédito horário atribuído aos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas constituídos como entidades promotoras de Centros Qualifica, bem como às que se constituem como entidades parceiras, promovendo condições para que estes centros possam assegurar as atividades de informação e orientação, encaminhamento, formação, reconhecimento, validação e certificação de competências.
No contexto europeu, celebraram-se os 10 anos do Quadro Europeu de Qualificações, o instrumento que simboliza muitos dos progressos alcançados numa década de cooperação em matéria de educação e formação profissional, e firmou-se um novo acordo entre os Estados-Membros relativo à criação de um Quadro Europeu para a Qualidade e Eficácia da Aprendizagem. Este último será particularmente relevante para a obtenção de aprendizagens que sejam capazes de responder, em pleno, ao que delas se espera, não só para a concretização do potencial que cada cidadão pode ter, mas também para a construção de um espaço único europeu, com uma identidade própria e distintiva, assente no conhecimento.
No mesmo mês, um dos mais emblemáticos e bem-sucedidos programas da União Europeia, o Erasmus+, conheceu um novo avanço com um projeto que recorre ao virtual para que seja mais abrangente, atingindo públicos-jovens (em particular da região Sul do Mediterrâneo) que de outra forma não teriam condições de o integrar. Não podendo assegurar uma mobilidade física, o novo programa - designado "Erasmus + Virtual Exchange" - tem o mérito de desenvolver iniciativas propiciadoras de competências transversais hoje bastante valorizadas e enriquecedoras do ponto de vista pessoal, profissional e académico.
Realça-se ainda o anúncio, pelo Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP), de uma plataforma de apoio ao desenvolvimento da carreira que reúne os resultados da investigação levada a efeito por este organismo, ao longo de três anos, no domínio da utilização efetiva de informação sobre o mercado de trabalho e as tecnologias de informação e comunicação. De acesso aberto a todos os interessados, esta plataforma integra um instrumento que oferece informação relevante sobre o mercado de trabalho, reúne casos de sucesso e documentos que podem ajudar na reflexão e na escolha das melhores práticas a adotar e estrutura alguns módulos de formação sobre como integrar, com sucesso, a informação sobre o mercado de trabalho e as tecnologias nas práticas de orientação.
Por fim, é de sublinhar a declaração conjunta do Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e do Primeiro-Ministro de Portugal, António Costa, relativa à liderança de um novo projeto-piloto. O mesmo visa colmatar o défice de competências, em consonância com o Programa Nacional de Reformas português e as recomendações europeias nesta matéria, decorrentes da iniciativa "Percursos de melhoria de competências: novas oportunidades para adultos", beneficiando ainda do apoio técnico, quer da União Europeia, quer da OCDE, organismo com o qual Portugal tem vindo a desenhar uma estratégia de competências para o país.
Em suma, um mês de significativos avanços para o projeto global que é hoje qualificar, não só por implicar diferentes domínios de atuação, mas também por responsabilizar e exigir uma intervenção a todos os níveis: europeu, nacional, regional e local.

Gonçalo Xufre Silva
Presidente do Conselho Diretivo da ANQEP


Vidas
Programa Qualifica:

Programa Qualifica: "fundamental para o desenvolvimento do país"

"A educação de adultos é um instrumento político fundamental para lidar com as desigualdades, nomeadamente a desigualdade de oportunidades". Esta é uma das conclusões de Fernando Albuquerque Costa, Professor Auxiliar do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e coordenador do projeto LIDIA Literacia Digital de Adultos. Simultaneamente, é embaixador nacional da Plataforma Eletrónica para a Educação de Adultos na Europa (EPALE), uma ferramenta que, no seu entender, tem a mais-valia de pôr em contacto todos os que se interessam pela educação de adultos.

que vantagens vê na utilização das plataformas digitais na aprendizagem de adultos com baixas qualif

ANQEP: Enquanto especialista em desenho, utilização e avaliação de contextos digitais de aprendizagem, que vantagens vê na utilização das plataformas digitais na aprendizagem de adultos com baixas qualificações?
Fernando Albuquerque Costa (FAC): 
A principal vantagem parece-me ser a de, também estes adultos, poderem beneficiar da panóplia de recursos digitais hoje disponíveis através da internet. Num primeiro momento, esta vantagem reside na forma de poderem aceder e realizar, em igualdade de circunstâncias com aqueles que têm mais qualificações, um vasto conjunto de atividades ajustadas às necessidades da vida numa "sociedade digital", como a que vivemos nos nossos dias. Por exemplo, enviar uma mensagem de correio eletrónico ou conversar em tempo real com um familiar distante, preencher um formulário em linha ou marcar uma consulta sem terem de se deslocar ao Centro de Saúde. Num segundo momento, enquanto forma de desenvolvimento pessoal, com autonomia, numa perspetiva de aprendizagem permanente, sobretudo numa lógica de poderem beneficiar dos recursos digitais que a internet disponibiliza. É o que acontece quando se pesquisa sobre um tema ou quando partilhamos o que aprendemos e sabemos com quem tem preferências idênticas.

ANQEP: Na qualidade de coordenador do Projeto Lidia (Literacia Digital de Adultos) que resultados tem retirado deste projeto ao nível da integração digital dos adultos em Portugal?
FAC:
Antes mesmo de se falar de resultados, será importante referir, pelo menos para quem ainda não conhece o Projeto LIDIA, que este assenta num conjunto de propostas de atividades com tecnologias especialmente criadas para promover a literacia e a inclusão digitais, incluindo, em particular, os adultos com menos oportunidades de acederem e utilizarem o potencial que o desenvolvimento tecnológico coloca hoje à nossa disposição. São propostas que se destinam diretamente a formadores e técnicos que trabalham com adultos e que têm como intuito servir de estímulo e inspiração sobre o que pode ser feito com tecnologias para promover o exercício efetivo da cidadania. Para além de disponíveis em livro, em formato digital, as atividades estão também acessíveis numa biblioteca para consulta em linha. Em termos de resultados propriamente ditos, é importante destacar a grande adesão que o Projeto está a ter junto daqueles a quem estes recursos se destinam diretamente e que reconhecem que os mesmos constituem uma preciosa ajuda quando se trata de responder às solicitações dos adultos com quem lidam nos seus contextos profissionais. Um indicador destes resultados é precisamente o número de educadores e formadores de adultos que já tiveram contacto com o livro de propostas de atividades com tecnologias, atingindo já cerca de quatro milhares, o que me parece ser um número interessante se pensarmos no universo de formadores existentes no nosso país. Não tendo propriamente o número de adultos que indiretamente já terão beneficiado da ação do Projeto LIDIA, importa aqui sublinhar o prazer e a satisfação que fazem questão em mostrar quando questionados, por exemplo, sobre as pesquisas que fizeram na internet ou os lugares que visitaram e conheceram virtualmente.
Ainda sobre resultados, merece particular destaque o esforço desenvolvido para o estabelecimento de parcerias com empresas, associações e outras instituições nacionais ligadas à educação e formação de adultos, criando assim um contexto favorável à transferência e intercâmbio de conhecimentos, experiências e produtos, visando o incremento da literacia digital no contexto do nosso País. Este esforço é visível no conjunto de protocolos estabelecidos até ao momento pelo Instituto de Educação com diferentes instituições nacionais interessadas nesta problemática, num total de cerca de duas dezenas.

curso online de Dinâmicas de Literacia Digital de Adultos desenvolvido pelo Instituto ANQEP: Qual o balanço que faz do funcionamento do curso online de Dinâmicas de Literacia Digital de Adultos desenvolvido pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa?
FAC:
Convém começar por referir que o Curso Dinâmicas de Literacia Digital de Adultos (Curso LIDIA) é outro dos produtos desenvolvidos no âmbito do Projeto LIDIA e que concorre para ajudar os educadores e formadores a promoverem a literacia digital dos adultos com quem trabalham. É um curso que assenta na exploração e aplicação, em contexto real, das propostas de atividades anteriormente referidas e que foram expressamente desenvolvidas a partir do levantamento de situações em que os adultos encontram dificuldades para exercerem a sua autonomia, por não saberem utilizar as tecnologias digitais e a internet em particular.
Com a oferta do curso e respetiva certificação oficial pelo Instituto de Educação da Universidade de Lisboa pretende-se que a disseminação chegue ao maior número de interessados dentro do território nacional, nomeadamente os que trabalham junto de comunidades com maior défice de inclusão digital. Tratando-se de um curso disponibilizado online, em que está subjacente uma utilização autónoma, e, portanto, com total flexibilidade, já o frequentaram cerca de duas centenas de profissionais. Embora não sejam ainda muito comuns cursos desenhados para utilização em total autonomia, ou seja, sem qualquer interação com um formador, creio que a experiência está a ser bastante positiva, a avaliar quer pelos testemunhos que nos chegam, quer pelo número crescente de pedidos de registo na plataforma criada para acesso ao curso.
 
ANQEP: Que estratégias considera relevantes na mobilização/sensibilização dos adultos para a qualificação?
FAC:
Na linha do trabalho que temos vindo a realizar no âmbito do Projeto LIDIA, e não sendo propriamente especialista na área de educação de adultos, apenas defenderei a ideia de que talvez seja de continuar a apostar na ação e no trabalho que, no terreno, podem desenvolver todos os profissionais que, de uma forma ou de outra, lidam diretamente com adultos. Penso que apostar no desenvolvimento profissional e na qualidade desses educadores e formadores será um vetor determinante, não apenas para melhorar a qualidade da aprendizagem, mas também como estratégia de incentivo, motivação e capacitação dos adultos para a procura ativa de mais qualificação. É também nesta perspetiva que temos estado a trabalhar no contexto de um outro projeto, da iniciativa do Instituto do Emprego e Formação Profissional, em que o principal propósito é precisamente o de promover o desenvolvimento de competências tecnológicas relacionadas com a organização e gestão de plataformas de suporte à aprendizagem e com a utilização de outras tecnologias digitais necessárias à concretização da oferta de unidades de formação de curta duração a distância ou em formato híbrido. Destinando-se a adultos com níveis de qualificação mais baixos, este poderá ser um meio eficaz para abranger públicos que, por motivos diversos, se encontram com menos possibilidades de aceder às oportunidades de formação disponíveis em cada momento. Neste projeto, o trabalho realizado até ao momento incidiu, aliás, em conteúdos de formação que estão diretamente ligados ao desenvolvimento pessoal dos adultos e à sua capacitação através da aprendizagem de técnicas de procura ativa de emprego e do desenvolvimento da capacidade empreendedora.

Como perspetiva o futuro da educação de adultos em Portugal?

ANQEP: Como perspetiva o futuro da educação de adultos em Portugal?
FAC:
Em termos gerais, o que posso dizer é que a educação de adultos é um instrumento político fundamental para lidar com as desigualdades, nomeadamente a desigualdade de oportunidades. O desafio da desigualdade de oportunidades é talvez um dos principais com que o nosso País se confronta, hoje, aliás à semelhança do que se passa no resto da Europa e mesmo em países mais ricos. Apesar de muitas vezes o desenvolvimento tecnológico ser referido como um dos fatores que acentua e agrava essas desigualdades, parece-me que o caminho será precisamente o de saber tirar partido e aproveitar o enorme potencial que as tecnologias digitais de informação e comunicação podem trazer para o exercício da cidadania, para a participação ativa de todos, enfim, para a democracia.

ANQEP: O que mudou ou pode mudar com o Programa Qualifica?
FAC:
Tal como em programas anteriores, em que se aposta no reconhecimento, validação e certificação de competências escolares e profissionais adquiridas em contextos não formais ou informais, estou em crer que o serviço a prestar pelo programa Qualifica será fundamental para o desenvolvimento do nosso país, na medida em que for capaz de contribuir para atenuar barreiras e distâncias, proporcionando cada vez maior igualdade de oportunidades para todos. Portugal é, aliás, tomado como referência sempre que em contexto internacional o tema é tratado, pelo que o mais importante me parece ser a capacidade para capitalizar e aplicar de forma consequente o saber e experiência adquiridos nesta matéria.

ANQEP: É um dos embaixadores nacionais da Plataforma Eletrónica para a Educação de Adultos na Europa (EPALE). No seu entender, que mais-valia pode desempenhar esta plataforma?
FAC:
A principal mais-valia de uma plataforma transnacional como EPALE é o facto de permitir pôr em contacto todos quantos se interessam pela problemática da educação de adultos por essa Europa fora. Refiro-me, em particular, aos profissionais da educação e da formação de adultos que, de uma forma muito simples, podem aceder a todo o manancial de conhecimento partilhado, na forma de relato de experiências, na divulgação de iniciativas ou de estudos de literatura publicados na área, nos mais diferentes contextos e realidades. A identificação de potenciais parceiros para candidaturas a projetos financiados e as possibilidades que a esse nível se abrem são enormes, permitindo antever aquilo que, em última instância, a EPALE representa em termos da construção coletiva da Europa. A ambiciosa ideia de "comunidade de prática" é, aliás, o que está na sua génese e é o que, do meu ponto de vista, constitui a essência da iniciativa.

ANQEP: Recentemente, o Instituto de Educação da Universidade de Lisboa lançou um inquérito sobre o uso das tecnologias digitais na educação de adultos com o objetivo de preparar um programa de formação de formadores. Pode falar-nos mais sobre este projeto?
FAC:
Curiosamente, ou talvez não, trata-se de um novo projeto, de âmbito europeu (Erasmus+), mas em tudo semelhante ao Projeto LIDIA. De facto, à semelhança do trabalho que realizámos em Portugal, o projeto visa o fortalecimento da dimensão pedagógica do uso das tecnologias digitais, em especial daqueles que trabalham com adultos em contexto de formação. Assumindo cada vez mais o papel de estimular e facilitar as aprendizagens de cada um, a ideia central é a de que é necessário que os formadores adquiram as competências profissionais exigidas para trabalharem em novos ambientes de aprendizagem online. Na prática, trata-se de desenvolver um conjunto de propostas de atividades com tecnologias digitais que permitam que os formadores passem a incluir o potencial das tecnologias de informação e comunicação nas situações de formação em que intervêm e, bem assim, na aprendizagem e no desenvolvimento dos adultos com quem trabalham.
De entre os produtos previstos, destaco o desenvolvimento de um Manual (sobre aprendizagem online, tecnologias web 2.0 e aplicações móveis na educação de adultos) e um Programa de Formação de Formadores.


Recursos
Skills needs anticipation: Systems and approaches Skills needs anticipation: Systems and approaches

Esta publicação resulta da interpretação dos resultados obtidos com um inquérito conjunto, levado a efeito pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), pelo Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP), pela Fundação Europeia da Formação e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). O inquérito envolveu ministérios da educação e do trabalho, sindicatos e entidades empregadoras de 61 países, permitindo reunir informação sobre os sistemas, as abordagens e os quadros institucionais que têm sido considerandos na provisão da formação, atendendo às necessidades do mercado de trabalho. As questões colocadas foram ainda relativas ao modo como os parceiros têm sido envolvidos na avaliação e na antecipação das necessidades de qualificação, ao tipo de colaboração e coordenação existente, à utilização dos resultados na formulação de políticas e aos desafios que se verificam na sua implementação.
Uma das conclusões mais prementes aponta para o facto de haver um uso generalizado de diferentes métodos para antecipação de competências, verificando-se que, por vezes, os países considerados mais avançados em termos de sistemas usam as mesmas atividades que outros ainda em fase de arranque.
Do mesmo modo, o mais frequente é que os países desenvolvam abordagens sem regularidade para atualizarem a informação recolhida, fazendo-o de uma forma inconstante.
O estudo releva ainda que muitos países utilizam abordagens que visam uma antecipação de competências olhando para o futuro, procurando formular políticas que permitam ultrapassar o desajuste das qualificações, contudo são sustentadas apenas numa avaliação da situação atual.
Generalizada é também a constatação de que todos os países identificam obstáculos e apresentam eficiências nessas abordagens, o que comprova, na opinião dos autores da publicação, que a avaliação e a antecipação de competências é um processo contínuo que exige melhorias graduais.
Um dos obstáculos mais citados pelos países passa pela falta de fundos e da necessária experiência técnica mas os autores da publicação identificam outras barreiras que impedem a passagem da fase de análise para a da formulação de políticas, como o não envolvimento dos stakeholders e a falta de incorporação dos resultados e das análises no contexto do mercado de trabalho, em geral.
No final, são deixadas quatro recomendações-chave que poderão ajudar os países neste processo.


National qualifications framework developments in Europe - Analysis and overview 2015-2016 National qualifications framework developments in Europe - Analysis and overview 2015-2016

Os quadros nacionais de qualificação desempenham um papel fundamental na implementação do Quadro Europeu de Qualificação (QEQ), contribuindo assim para o aumento da transparência e comparabilidade.
Esta é uma das principais conclusões do estudo National qualifications framework developments in Europe - Analysis and overview 2015-2016, da autoria do Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDFOP).
De acordo com esta publicação, a maioria dos quadros nacionais de qualificação são facilmente compreensíveis, cobrem todos os níveis e tipos de educação formal e promovem as abordagens ligadas aos resultados de aprendizagem.
Além disso, estes quadros contribuem para um recurso mais "reforçado e consistente" da metodologia dos resultados de aprendizagem e promovem uma implementação mais sistematizada de aprendizagens informais e não-formais.
Em sentido inverso, pela negativa, e não obstante os múltiplos esforços, a sua visibilidade e uso por parte do mercado de trabalho são ainda muito limitados.
Por isso mesmo, a publicação considera elementos como a sustentabilidade, o envolvimento de todos os parceiros e a necessidade de encontrar consensos nesta área como "fatores críticos" para o seu sucesso.


Study on the impact of EPALE in its first two years of operation (january 2015-december 2016) and it

Study on the impact of EPALE in its first two years of operation (january 2015-december 2016) and its potential future impact

A Plataforma Europeia para a Educação de Adultos na Europa (EPALE) poderá ter maior aceitação e relevância junto dos seus utilizadores se os riscos associados ao seu desempenho forem mitigados e se as suas oportunidades foram exploradas.
Esta é a conclusão que se extraí do Study on the impact of EPALE in its first two years of operation (january 2015-december 2016) and its potential future impact encomendado pela Comissão Europeia, com dois propósitos: estudar o progresso feito e os resultados alcançados por esta plataforma nos seus primeiros dois anos de implementação e identificar as principais falhas no processo de implementação.
Para o efeito, o estudo procurou avaliar a sua relevância, eficácia, eficiência, coerência, assim como as mais-valias da plataforma, mediante numa abordagem metodológica centrada no utilizador, com investigação documental, inquéritos a stakeholders (com respostas de 2.417 participantes, envolvendo todos os países), entrevistas a diferentes representantes nacionais de vários países (Alemanha, França, Itália, Polónia, Roménia, Finlândia, Estónia e Turquia) e realização de três focus group (realizados em Malta, Bulgária e Itália).
Desta análise resultaram várias conclusões e correspondentes recomendações.
Com respeito à relevância da plataforma, foram retiradas três conclusões: De acordo com a primeira, a EPALE tem contribuído com informação pertinente para se lidar com os desafios que se colocam no domínio da educação de adultos mas é percecionada uma falta de clareza e de consciência dos seus objetivos e uma insuficiente visibilidade da plataforma. A segunda conclusão refere que os temas, subtemas e conteúdos disponibilizados são genericamente relevantes, indo ao encontro das necessidades dos utilizadores, mas a sua apresentação não é intuitiva, não permite personalizações e a função de pesquisa nem sempre devolve o que os utilizadores procuram. A terceira conclusão constata que a perceção da relevância, utilidade e visibilidade da plataforma varia consoante o tipo de utilizadores, estando muito dependente do seu nível de literacia digital e do envolvimento que tenham com o setor da aprendizagem dos adultos.
No que concerne à eficácia da EPALE em termos de resultados as conclusões apontam para um impacto limitado na construção de uma comunidade transnacional de pleno direito (tendo a EPALE contribuído sobretudo para a construção de uma "paisagem de comunidades no domínio da educação e formação de adultos"), para dificuldades na fidelização de utilizadores e no seu regular envolvimento nas atividades da plataforma e, ainda, para a necessidade de simplificação e verificação da qualidade da informação disponibilizada, embora seja reconhecida uma relevância generalizada nas oportunidades de formação, nas boas práticas e nos materiais disponibilizados. Foi ainda assinalada uma necessidade de melhoria que incremente a utilização do calendário dos eventos e de otimização técnica (ex: resolvendo-se os problemas associados à morosidade aquando da sua utilização), bem como reconhecida a importância da funcionalidade "pesquisa de parceiros" e da disponibilização de informação em todas as línguas da UE.
A eficácia, em termos de organização e monitorização, foi assinalada como "complexa e a requerer uma maior delimitação de papéis e responsabilidades".
Em termos de eficiência, foram notadas variações consoante os países, sendo pouco claro que os custos de desenvolvimento tenham sido comensuráveis com os benefícios gerados. Na verdade, a plataforma tem tido um impacto limitado em termos de utilizadores e as interações geradas circunscrevem-se a um grupo restrito. Verificou-se ainda que as suas mais-valias estão muito associadas ao trabalho crucial dos Serviços Nacionais de Apoio.
Relativamente à coerência, é reconhecida a sua relevância na disseminação de programas europeus, sendo predominante a divulgação de programas Erasmus+, e a sua importância, por ser uma iniciativa única na Europa (embora nem sempre tenha uma expressão significativa face a outras iniciativas nacionais).
Por fim, é assinalado que o seu maior valor acrescentado prende-se com o facto de ser multilinguística e uma fonte de informação com uma forte dimensão pan-europeia, sendo evidente que a sua descontinuidade poderia ter impactos negativos.


Nota informativa do CEDEFOP - Janeiro 2018 Nota informativa do CEDEFOP - janeiro 2018

"Melhorar o ensino e a formação profissionais através de dados, análises e intercâmbios". É este o destaque que o Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP) elegeu para a sua nota informativa de janeiro, refletindo os trabalhos recentes e futuros deste organismo em três domínios.
No primeiro, relacionado com a definição da educação e formação profissional, atendendo à modernização que tem acontecido nos sistemas dos diferentes países, o CEDEFOP compromete-se com a publicação da sua análise intercalar sobre os progressos dos Estados-Membros na aplicação das prioridades políticas europeias para 2015-2020, acordadas em Riga, em junho de 2015: melhorar a aprendizagem em contexto de trabalho; reforçar as competências essenciais; reforçar a garantia da qualidade da educação e formação profissionais; melhorar o seu acesso; e promover o desenvolvimento profissional dos professores e formadores de educação e formação profissional.
É também adiantada a intenção de construção de novos cenários para o futuro, através da publicação de artigos (apoiando os trabalhos da presidência austríaca) e da organização de uma conferência sobre o papel e a natureza futuros da educação e formação profissional, a realizar em Viena, no decorrer da próxima Semana Europeia da Formação Profissional.
Outro projeto a concretizar em 2018 passa pela melhoria dos atuais recursos do Europass na internet e pelo desenvolvimento do conceito e do conteúdo do Europass2 ("uma plataforma única integrada para as competências e as qualificações").
No segundo domínio, dedicado à valorização da educação e da formação profissionais, são destacadas como atividades para o presente ano a organização, em parceria com a Comissão Europeia e o Comité Económico e Social Europeu, de um fórum de aprendizagem de políticas focado no modo como os adultos pouco qualificados podem ser envolvidos no ensino e na formação.
Por fim, no terceiro domínio, dedicado à informação sobre a educação e formação profissionais, centrado na utilização de informação sobre as competências e o mercado de trabalho ao serviço do desenvolvimento de políticas, para além da continuidade dos trabalhos já em curso (como a publicação de novas previsões que destacarão as futuras oportunidades de emprego e as profissões mais suscetíveis de perda de profissionais), é anunciado o lançamento, ainda em 2018, de um índice europeu de competências atualizado, no âmbito do Panorama de Competências na UE. Este índice deverá identificar os pontos fortes e fracos que os países terão na capacidade de desenvolverem e de utilizarem as competências da sua população ativa. Será ainda finalizado o próximo inquérito europeu às empresas, um projeto desenvolvido em parceria com o Eurofound, que analisará a ligação entre as competências e as estratégias de negócio das empresas, incluindo a digitalização.


Building Career Guidance and Lifelong Learning Building Career Guidance and Lifelong Learning

A Comissão Europeia publicou um conjunto de ferramentas para ajudar os serviços públicos de emprego a avaliar necessidades e a fortalecer a orientação profissional e o sistema de aprendizagem ao longo da vida. Trata-se do toolkit intitulado Building Career Guidance and Lifelong Learning.
Segundo a Comissão Europeia o "toolkit" destina-se essencialmente às equipas dos serviços públicos de emprego e a outras entidades com responsabilidades na construção e no fortalecimento do sistema de orientação profissional e de aprendizagem ao longo da vida, tendo em conta as necessidades de desenvolvimento e os respetivos contextos de cada país.
O toolkit propõe dois níveis de desenvolvimento: um primeiro nível em que os serviços e redes de orientação profissional e de aprendizagem ao longo da vida são inexistentes ou estão num estágio inicial, sendo propostas tarefas para a criação desses serviços; e um segundo nível que pressupõe um estádio mais avançado, onde já existem serviços-chave localizados e redes de parcerias já estabelecidas. Para este último nível são propostas tarefas adicionais de desenvolvimento.
Este instrumento fornece resposta a questões relacionadas com as parcerias a desenvolver e com os serviços a disponibilizar, para além de incluir um modelo que permite às equipas a elaboração de um plano de ação.
Para isso, utiliza instrumentos como a previsão, a construção de parcerias e a colaboração com os empregadores, através de uma abordagem multicanal e de monitorização de pessoal e sua capacitação.


Em rede
Equidade e inclusão na EPALE Equidade e inclusão na EPALE

Este mês, a Plataforma Eletrónica para a Educação de Adultos na Europa (EPALE) deu destaque ao tema da "equidade e inclusão" que motivou mais uma discussão online, desta vez moderada pelo coordenador temático Simon Broek.
Todos os utilizadores registados foram convidados a partilhar informação, práticas e experiências, através de um debate online que assentou na resposta a várias questões agrupadas em dois itens: "Resolução da desigualdade ao nível dos profissionais de educação de adultos" e "Resolução da desigualdade a nível político".
Com respeito ao primeiro item, os participantes revelaram os tipos de desigualdades que assinalam nas práticas de educação e formação de adultos, associados ao contexto educacional vivenciado nas famílias, ao status social, à idade, ao género, ao domínio do digital e a fatores como a migração.
De seguida, pronunciaram-se sobre a informação que os profissionais de educação e formação de adultos devem possuir para poderem ser mais inclusivos e de que forma deve a formação ser organizada para cumprir o mesmo propósito.
Relativamente às medidas associadas ao nível político, as questões incidiram nas propostas que visam garantir que os sistemas sejam efetivamente acessíveis para todos os que mais deles necessitam, no reconhecimento das barreiras existentes e na identificação de soluções para que as mesmas sejam ultrapassadas.
Por fim, foi solicitada a partilha de recomendações que possam ser transmitidas aos decisores políticos que desenham e que implementam as políticas de aprendizagem relacionadas com a Iniciativa "Upskilling Pathways".
O diálogo de todos os intervenientes fica agora disponível na plataforma, dando uma visão dos profissionais de vários países e contextos de aprendizagem.


Contextos(s)
"Comércio na Era das Competências Digitais"

Em breve, o Catálogo Nacional de Qualificações (CNQ) irá integrar unidades de formação de curta duração (UFCD) relacionadas com as competências digitais no comércio.
Esta integração resulta do trabalho desenvolvido ao abrigo de o projeto ALL-ECOM - Sector Skills Alliance to set European standards for qualifications and competences in the e-commerce sector - que visou minimizar o desequilíbrio entre as aptidões e as competências existentes e as necessárias ao setor do comércio, através da melhoria das qualificações dos recursos humanos no e-commerce, pela via da integração de novas tecnologias, tanto do comércio retalhista como grossista bem como, através de um contributo para a harmonização a nível nacional e europeu das qualificações e dos referenciais de competências.
Os resultados alcançados neste projeto foram agora apresentados na conferência final do projeto - "Comércio na Era das Competências Digitais" - que decorreu no dia 21 de março, no Fórum Picoas, em Lisboa.
Da parte da manhã, este evento teve uma componente internacional, contando com a presença de oradores e participantes dos três países (Portugal, Áustria e Espanha) que integram a parceria transnacional do projeto e, da parte da tarde, uma componente nacional, marcando a conclusão dos trabalhos conduzidos em Portugal.
No início dos trabalhos, Ana Cláudia Valente, Vogal do conselho diretivo da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP), realçou a "grande experiência que Portugal já tem em certificação de competências" e sublinhou a importância que este tipo de "parcerias tem para alimentar o Catálogo Nacional de Qualificações".
Durante a conferência foi ainda referido, por Emília Martin, da Federación de Trabajadores Independientes de Comercio, de Espanha, que o comércio atual é, acima de tudo, um "comércio conectado". Existe uma relação dinâmica entre a presença na internet, o espaço físico, a participação em redes sociais e o uso de comunicações móveis, de forma combinada, estabelecendo relações cada vez mais suaves entre esses diferentes componentes e tornando a experiência de compra um processo multifacetado onde a interação tecnológica está cada vez mais presente. No entanto, no caso de Portugal ainda há um caminho grande a percorrer. Apesar de 87% (menos 3% do que a Áustria) dos lares portugueses disporem de acesso à internet, apenas 24% das empresas dispõem de plataformas de comércio eletrónico e só 10% das vendas são feitas por aquele sistema. Pelo contrário, na Áustria, 67% das empresas já trabalham com comércio eletrónico, conforme referiu Helmut Zaponig, Diretor Executivo do Setor do Comércio da Câmara de Comércio da Estíria (Áustria). Por sua vez, Ester Morante, do Servei d'Ocupació de Catalunya, reforçou a "necessidade de incluir a integração do comércio digital nas unidades de competência, módulos de formação e cursos desenvolvidos ao abrigo deste projeto nos Sistemas de Qualificações Nacionais e Regionais, o mais depressa possível".
Por fim, Sandra Lameira, Diretora do Departamento de Gestão Integrada de Sistemas de Qualificação da ANQEP, frisou a importância de projetos como este que permitem obter resultados que podem agora ser apresentados ao Conselho Setorial do Comércio, tendo em vista a sua análise para posterior integração no CNQ.
Este evento resultou de uma iniciativa conjunta da parceria nacional do projeto ALL-ECOM que inclui a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP); o Centro de Formação Profissional para o Comércio e Serviços (CECOA) e a ANQEP, com forte cooperação e envolvimento de todos dos outros parceiros transnacionais.


Um Festival jovem de apoio a jovens Um Festival jovem de apoio a jovens

A parceria estabelecida entre a Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional e o Centro Cultural de Belém traduzir-se-á na 5.ª edição do evento "Projetar o Futuro com Arte", este ano sob a forma de um Festival Jovem, integrado nos Dias da Música (DDM).
Tendo os DDM como referência as pinturas de Hieronymus Bosch, o universo fantástico, enigmático, misterioso e inquietante deste pintor estará presente na programação a executar, no próximo dia 21 de abril, pelas três orquestras juvenis: OJ.COM (Orquestra dos Jovens dos Conservatórios Oficiais de Música); OSE (Orquestra Sinfónica Ensemble) e Orquestra Sinfónica APROARTE.
A OJ.COM tem participado no "Projetar o Futuro com Arte" desde a primeira edição. É composta, em 2018, por 84 alunos das escolas públicas artísticas dos Açores, Aveiro, Braga, Coimbra, Lisboa, Madeira e Porto. Tornou-se uma regra esta orquestra interpretar autores portugueses. Assim, às 15 horas, será ouvida Atlântida, ilha ou continente com localização incerta, que serviu como inspiração e tema da obra encomendada, sendo uma das probabilidades os Açores, terra natal do seu compositor Antero de Ávila. Para a outra obra que será executada, Quadros de Uma Exposição, Moussorgsky inspirou-se na obra pictórica do seu grande amigo Victor Hartmann, pintor e arquiteto. A direção do concerto está a cargo do maestro  Fernando Marinho.
A Orquestra Sinfónica Ensemble, composta por jovens músicos de escolas particulares e cooperativas do ensino artístico especializado de música que anualmente se candidatam a nela participarem, tem sido dirigida, desde a sua criação pelo maestro Cesário Costa. No concerto das 17 horas - denominado Danças Macabras - repete-se a colaboração do ano passado com o pianista Raúl da Costa, sendo interpretadas as obras Uma Noite no Monte Calvo, de Moussorgski, Totentanz, de Franz Liszt e a Dança Macabra, op. 40 de Camille Saint-Säens.
A Orquestra Sinfónica APROARTE surgiu em 1999, integra estudantes de escolas profissionais de música e participará, pela segunda vez, neste evento com uma numerosa orquestra composta por 100 jovens músicos. Será dirigida pelo também jovem maestro espanhol Carlos Garcés, no concerto das 19 horas, em que, sob o tema Bruxas e Goblins, se apresenta um repertório com duas obras de Antonín Dvořák, A Bruxa do Meio-Dia e Vodnik - O duende das águas e o Ballet da ópera Macbeth de Giuseppe Verdi, marcado por um ambiente de terror, perseguição, luta pelo poder e morte.
Este festival, em que os jovens estudantes de música marcarão presença, está ligado igualmente a uma causa de jovens através da Global Platform for Syrian Students (GP4SYS) - associação que congrega esforços de vários parceiros como o Conselho da Europa, a Liga dos Estados Árabes, a Organização Internacional para as Migrações e o Instituto de Educação Internacional - cuja missão principal é facilitar o acesso ao ensino superior, através da concessão de bolsas a jovens refugiados sírios. Deste modo, o CCB disponibilizou mil bilhetes, relativos a cinco concertos, que serão leiloados pela GP4SYS e cuja receita reverterá para os jovens sírios, permitindo-lhes o acesso à educação e a obtenção de qualificações profissionais nos países que os acolhem.


Referencial de Competências-chave de nível básico: pensar para reestruturar Referencial de Competências-chave de nível básico: pensar para reestruturar

A atualização do Referencial de Competências-Chave para a Educação e formação de adultos de nível básico esteve na base da reunião de focus group que decorreu, no dia 27 de fevereiro, nas instalações da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP), dando início a "uma longa conversa que vai durar 2 anos".
Este foi o prazo estimado por Ana Cláudia Valente, Vogal do conselho diretivo da Agência, para os trabalhos que, ao abrigo da Agenda Europeia para a Educação de Adultos, deverão permitir ajustar este referencial às mudanças entretanto ocorridas na sociedade.
Nesta fase, a ANQEP decidiu ouvir os profissionais que, no terreno, têm como incumbência a aplicação deste referencial, não só nos cursos de educação e formação de adultos mas também nos processos de reconhecimento, validação e certificação de competências, selecionando um conjunto de profissionais e convidando-os a darem resposta a algumas questões.
Mas, previamente, a dirigente da ANQEP enquadrou os trabalhos no contexto das preocupações já identificadas pela Agência, associadas a "um conjunto de avanços internacionais que são muito impulsionadores", como, por exemplo a proposta da nova recomendação do Conselho Europeu "Competências-chave para a aprendizagem ao longo da vida", divulgada este ano, e ainda as iniciativas nacionais recentes como a Portugal Incode.2030 ou a criação de Unidades de Formação de Curta Duração de literacia financeira.
De seguida os profissionais de educação e formação de adultos que constituíram o focus group foram convidados a pronunciarem-se sobre três questões em concreto: "Tendo em conta que as últimas alterações ao Referencial de Competências-Chave de nível básico ocorreram há já algum tempo, que ajustamentos tem sido necessário introduzir no terreno para fazer face as mudanças entretanto ocorridas na sociedade?": "...que competências consideram ser de incluir e ou de reajustar na atualização do referencial em causa?" e, face à estrutura geral do referencial, "quais os aspetos que deverão ser alterados/melhorados/acrescentados?".

A experiência do terreno A experiência do terreno

Em resposta, os profissionais apontaram a importância de se tornar o referencial mais compreendido, mediante utilização de uma linguagem mais próxima e acessível para os adultos, designadamente nas áreas de "Matemática para a Vida" e de "Cidadania e Empregabilidade". Os participantes do focus group referiram ainda a necessidade de se equacionar a sua reformulação, considerando a sua utilização quer nas modalidades formativas (cursos EFA) quer nos processos de RVCC (havendo a noção de que o mesmo foi construído muito na lógica da sua aplicação apenas aos cursos EFA) e de atualização da área das TIC, com uma ênfase maior à utilização da internet, aproximando-a mais da realidade atual.
Outros aspetos focados prenderam-se com a relevância de se pensar não só no que deve ser o perfil de competências à saída mas também à entrada (atendendo, em particular, ao ingresso nos cursos EFA de um número cada vez maior de migrantes e de jovens adultos provenientes de cursos vocacionais); com a possibilidade de se integrar numa mesma área as dimensões da matemática, das ciências e das TIC; de se dar um maior enfoque a outras competências (como as digitais, a literacia para os media, o empreendedorismo, as soft skills, até como forma de tornar o referencial mais inclusivo); e de se apostar na manutenção e reforço da utilidade dos "Temas de vida".
Foi igualmente unânime a necessidade de se proporcionarem momentos de formação que auxiliem as equipas no terreno e de haver uma aproximação maior ao referencial de nível secundário.
De referir ainda, por parte dos profissionais no terreno, a menção à importância de se equacionar a introdução de novas tipologias de acesso a percursos EFA de nível básico, como forma de evitar que quem tenha um 9.º ano incompleto frequente, obrigatoriamente, o mesmo percurso (900 horas) que um candidato que ingresse com apenas o 6.º ano. Esta medida poderia, no entender destes profissionais, ter como efeito a redução do número de desistências dos candidatos à formação. 
Às preocupações destes profissionais, Ana Cláudia Valente acrescentou, para um futuro debate, algumas ideias que parecem fazer igualmente sentido nos dias de hoje, como a ligação deste referencial ao Quadro Europeu de Línguas e ao trabalho que vai ser iniciado, no domínio da leitura, com o Plano Nacional de Leitura, e inclusão de novas áreas associadas quer as soft skills quer à metacognição.


Factos e Práticas
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Notas
EPALE celebra três anos de vida EPALE celebra três anos de vida

A EPALE está de parabéns! Durante o mês de abril, a Plataforma Eletrónica para a Educação de Adultos na Europa celebra o seu terceiro aniversário e, por isso mesmo, está a preparar uma programação muito especial para comemorar esta data.
Para garantir o sucesso desta iniciativa, a EPALE solicitou a todos os Serviços Nacionais de Apoio (no caso de Portugal à Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional) contributos e ideias para dinamizar durante todo o mês de abril.
Casos e histórias de sucesso relacionados com a educação e formação de adultos na Europa, alguns factos e curiosidades sobre esta plataforma em cada país, bem como vídeos utilizados na promoção da EPALE foram apenas alguns dos suportes enviados.
Esteja atento a todas as novidades durante o mês de abril e participe na celebração do terceiro aniversário da EPALE!


Prémio criatividade e inovação na formação Prémio criatividade e inovação na formação

As entidades formadoras do Sistema Nacional de Qualificações podem submeter, até 2 de abril, candidaturas ao prémio criatividade e inovação na formação.
Este prémio, promovido pela FORMA-TE, está aberto a entidades que tenham desenvolvido um novo produto e/ou serviço ou uma nova aplicação de um produto e/ou serviço já existente, com elevado potencial para a promoção das aprendizagens e do sucesso formativo.
Cada entidade poderá apresentar apenas um projeto, numa das seguintes áreas: "inovação pedagógica e organizacional para o sucesso formativo" ou "tecnologias educativas/formativas ao serviço da aprendizagem".
O projeto que vier a ser considerado vencedor pelo júri do concurso será premiado numa sessão pública, integrada no programa do V Congresso Nacional da Formação Profissional que irá decorrer, no dia 10 de maio, no Grande Auditório do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa.
O mesmo projeto será ainda apresentado neste mesmo congresso que, este ano, tem como tema "Pensar a formação: Ação e Transformação", levando a refletir sobre a forma como formamos (para a perpetuação ou para a transformação?).
Refira-se que este congresso corresponde a uma iniciativa conjunta da FORMA-TE, do ISCTE-IUL, do Grupo Mc Donald's e da TAP, com os apoios institucionais da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional e do Instituto do Emprego e Formação Profissional.


Competências digitais para todos Competências digitais para todos

Em breve, 9 em cada 10 empregos irão requerer o domínio de competências digitais. Atualmente, as estatísticas demonstram que 44% dos europeus não possuem qualquer competência digital, ainda que básica. Além disso, prevê-se que, em 2020, o setor das tecnologias de informação e comunicação venha a necessitar de 500 mil especialistas.
Tendo presente este enquadramento, vai decorrer, no dia 5 de abril, em Bruxelas, o Simpósio Internacional "Digital Skills for everyone: Accelerating Europe's Competitiveness and Inclusive Growth".
Este evento promete lançar um debate em torno da necessidade de se criar, na Europa, uma força de trabalho digitalmente competente, capaz de responder ao ensejo de criação do Mercado Único Digital, em 2019, e alinhada com a Agenda Novas Competências para a Europa.
Os participantes irão debater o impacto da legislação europeia em matéria de digitalização, a possibilidade de se unir uma Europa fragmentada, através da inclusão digital, a combinação entre literacia digital e a capacidade de se criarem programas de empregabilidade jovem, assim como o potencial desta digitalização para a competitividade das indústrias europeias.


EAEA Grundtvig 2018 Award EAEA Grundtvig 2018 Award

As candidaturas ao prémio EAEA Grundtvig 2018 estão abertas até ao dia 15 de abril, promovido pela Associação Europeia para a Educação de Adultos (EAEA).
O prémio deste ano celebra a cooperação e as parcerias. O convite está aberto a organizações ou consórcios de projetos que apresentem os melhores exemplos de cooperação ou parcerias nos seus respetivos projetos.
Os prémios para cooperação e parcerias abrangem três categorias: projetos europeus; projetos de fora da europa e projetos a nível nacional ou regional, não sendo obrigatório que sejam apoiados pela Comissão Europeia ou pelos programas Grundtvig / Erasmus+.
Com este galardão, a EAEA visa aumentar a conscientização, a nível europeu, da importância das cooperações e parcerias na educação de adultos e fomentar a sua criação.
Para mais informações aceda aqui.


IV Mostra de Ofertas Profissionais e Educativas de Odivelas (MOPE IV) IV Mostra de Ofertas Profissionais e Educativas de Odivelas (MOPE IV)

A Câmara Municipal de Odivelas irá dinamizar a 4.ª edição da Mostra das Ofertas Profissionais e Educativas do Concelho de Odivelas (MOPE IV) nos dias 17, 18 e 19 de abril, no Pavilhão Multiusos de Odivelas, no horário compreendido entre as 9.30h e as 19.00h.
Esta Mostra tem como principal objetivo proporcionar aos alunos do concelho o contacto com a realidade do ensino profissional e superior, bem como com o mundo do trabalho.
A Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional irá marcar presença no evento com num stand que permitirá aos jovens e aos adultos a obtenção de informação sobre as diferentes ofertas educativas e formativas.


1º Concurso de Cozinha Inter Escolas 1º Concurso de Cozinha Inter Escolas

O Agrupamento de Escolas Pinheiro e Rosa, em Faro, organiza a 1ª edição do Concurso de Cozinha destinada a estudantes do curso profissional de Técnico de Cozinha/Pastelaria.
O concurso realiza-se em três fases, nos dias 17, 18 e 19 de abril, em diferentes locais (no  Jardim Manuel Bívar; na Escola Secundária Pinheiro e Rosa; e no Hotel Faro, Restaurante Ria Formosa,  com demonstrações abertas ao público.
"Queremos premiar a inovação, criatividade, talento e empreendedorismo dos nossos futuros profissionais de hotelaria e restauração da nossa região, o Algarve, sendo este tipo de eventos/concursos uma mais-valia", afirmou André Rodrigues, professor da Escola Secundária Pinheiro e Rosa.


Cimeira Intercalar do World Health Summit 2018 Cimeira Intercalar do World Health Summit 2018

O Convento de São Francisco, em Coimbra, vai receber, nos dias 19 e 20 de abril, a Cimeira Intercalar do World Health Summit 2018.
Para esta cimeira estão previstas quatro sessões plenárias e 20 workshops, bem como a presença de 40 nações, 120 oradores e 600 participantes.
Esta iniciativa terá como destaque a saúde global em países africanos, focando, entre outros aspetos, a educação para os direitos humanos, a inclusão da saúde global nos curricula, bem como a formação dos profissionais de saúde destes países. 
A cimeira assumirá quatro grandes áreas temáticas, tais como a gestão de doenças infeciosas; a governação para a equidade em saúde; as oportunidades e desafios na translação da inovação para a prestação de cuidados de saúde e a educação biomédica num mundo em mudança, incidindo na realidade dos países africanos.
Segundo a organização deste evento, a Cimeira representa ainda uma oportunidade única para projetar Portugal como país inovador e produtor de ciência.
Esta organização é da responsabilidade do CoimbraHealth, um consórcio entre a Universidade de Coimbra e o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, que assumiu a co-presidência da M8 Alliance, em outubro de 2017.


CEDEFOP avalia Europass CEDEFOP avalia Europass

Com o intuito de aferir o cumprimento dos objetivos do Europass, o Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP) encontra-se a dinamizar uma avaliação ex-post.
Por isso mesmo, o CEDEFOP convida todos os interessados a preencherem um questionário (disponível em aqui), cujas conclusões e recomendações serão utilizadas, futuramente, na melhoria desta ferramenta.
O inquérito encontra-se disponível online até ao dia 27 de abril. Participe!


77 Palavras Contra a Discriminação Racial 77 Palavras Contra a Discriminação Racial

O prazo de candidatura ao concurso nacional "77 Palavras Contra a Discriminação Racial" termina a 4 de maio.
Trata-se de uma iniciativa de escrita criativa, lançada pela Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial, que conta com o apoio do Alto Comissariado para as Migrações e que visa a redação de textos, exatamente com 77 palavras, que promovam a interculturalidade e o combate à discriminação racial.
O concurso é aberto a qualquer cidadão/cidadã residente em Portugal, independentemente da sua nacionalidade ou profissão, a partir dos 7 anos de idade, e pretende assinalar o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, que se comemorou no dia 21 de março.
Consulte o Regulamento e obtenha mais informação aqui ou aqui,  ou através do email 77concurso@acm.gov.pt


IX Fórum Emprego e Formação de Leiria IX Fórum Emprego e Formação de Leiria

É já nos próximos dias 2, 3 e 4 de maio que se realiza mais uma edição do Fórum Emprego e Formação de Leiria, organizado pelo jornal "Região de Leiria", no Mercado de Sant'Ana, em pleno centro da cidade de Leiria.
A edição deste ano, o principal evento do distrito de Leiria ao nível da formação e do emprego, contará com cerca 40 expositores, com destaque para os estabelecimentos de ensino secundário e superior, institutos públicos, forças armadas, empresas de gestão de recursos humanos, entre outros. O evento poderá ser visitado durante os três dias entre 9h30 e às 17h00.
Com o objetivo de proporcionar aos visitantes oportunidades concretas de emprego e de formação, este Fórum pretende contribuir para a definição de um rumo e munir os seus visitantes das "ferramentas" necessárias para o sucesso na vida profissional.
A Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP) vai estar presente com um stand vocacionado para o atendimento a jovens e adultos que pretendam informações sobre as diferentes ofertas educativas e formativas.



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