Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional, IP Governo de Portugal
Newsletter ANQEP n.º 76
junho 2018

Reflexões
Atuar perante as tendências de futuro

Atuar perante as tendências de futuro

As previsões anunciadas este mês, em Bruxelas, pelo Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP), considerando o período até 2030, voltam a reforçar a necessidade de se repensar o ensino e a formação profissional, perante as tendências que já é possível antecipar relativas às mudanças que a força de trabalho irá enfrentar nestes próximos anos.
O instrumento Skills Forecast, que concilia os estudos prospetivos do CEDEFOP com os dados do Monitor de Empregos Europeu, antevê um crescimento moderado dos empregos, mas com uma aceleração das tendências que já eram conhecidas, salientando-se o peso dos empregos associados a serviços e uma polarização ainda maior no que diz respeito ao emprego. Esta polarização traduzir-se-á num crescimento do emprego para as ocupações que exigem qualificações mais elevadas, em contrabalanço com os empregos relativos às baixas qualificações. Para além disso, haverá um esvaziamento das ocupações inerentes às qualificações médias, à medida que a automação for ganhando terreno.
Outro aspeto crítico que não deverá ser descurado, associado a esta polarização, prende-se com a redução dos empregos considerados "bons e bem pagos" com um crescendo dos empregos mal remunerados e tidos por "inferiores".
Tudo isto são desafios com impactos significativos na definição do que deve ser hoje o ensino e a formação profissional, não havendo muito tempo para se refletir e implementar soluções que respondam a estes cenários de futuro. Que novos perfis profissionais têm de ser criados? Que competências deverão ser incorporadas nos referenciais? Precisamos de perfis de banda mais larga ou, pelo contrário, mais estreita, focados no efetivo desempenho de uma determinada ocupação? E, não menos importante, como garantir que as empresas se envolvam rapidamente nestes processos de reflexão, ajudando a criar respostas para estes desafios?
Ao nível deste envolvimento há já algum caminho percorrido. Em Portugal temos, por exemplo, a constituição dos Conselhos Setoriais para a Qualificação, que envolvem empresas nos trabalhos de atualização do Catálogo Nacional de Qualificações, bem como o contributo dos empresários na identificação das necessidades de qualificações, a médio e curto prazo, para a definição da rede de ofertas formativas destinadas aos jovens, através do modelo de funcionamento do Sistema de Antecipação de Necessidades de Qualificação. Mas é preciso ir mais além. O envolvimento das empresas tem de ser muito superior, pelo que se olha agora com grande entusiasmo para as iniciativas que começam a surgir ao abrigo da Iniciativa Portugal INCoDe.2030. Nalguns setores, como o do calçado, quando se compara o passado recente com o que está a ser feito neste momento, a mudança é surpreendente. As empresas começaram a reagir pró-ativamente na captação de talento jovem e na qualificação e requalificação dos seus futuros e atuais colaboradores.
Esperamos agora que exemplos como este alastrem a muitos outros domínios, levando-nos a acelerar o passo na preparação de um futuro que, sendo incerto, tem no ensino e na formação profissional a única saída viável para o controlo dos gritantes desequilíbrios que os cenários do futuro identificam se nada for feito.

Gonçalo Xufre Silva
Presidente do Conselho Diretivo da ANQEP


Vidas
Um Centro Qualifica que alia a cultura à formação Um Centro Qualifica que alia a cultura à formação

Envolver os parceiros como mediadores para a divulgação e mobilização para a qualificação dos públicos, em particular dos mais vulneráveis, tem sido uma das estratégias prosseguidas pelo Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas Henriques Nogueira, em Torres Vedras, conforme revela Ana Miguel, coordenadora deste Centro.
De entre os múltiplos projetos do Centro, destaca-se a criação de um cartão que permite aos formandos terem acesso gratuito aos espetáculos do Teatro-Cine de Torres Vedras. Com esta iniciativa, o Centro tem incentivado os adultos a conhecerem os espaços culturais da cidade, e, sobretudo, a criarem hábitos de consumo de produtos culturais.

Este Centro já tinha sido um Centro de Novas Oportunidades. Nota diferenças no tipo de públicos que

ANQEP: Este Centro já tinha sido um Centro de Novas Oportunidades. Nota diferenças no tipo de públicos que procuram o Centro atualmente?
Ana Miguel:
Sim. Considerando que somos um Centro promovido por uma escola que desde sempre teve um grande espaço dedicado à formação de adultos, esses públicos adultos, naturalmente, habituaram-se a vir bater à nossa porta à procura de soluções formativas. As pessoas vêm à procura de informações para confirmar aquilo que ouviram na comunicação social, para saber ao certo o que e isto e que caminhos existem. Portanto, no fundo, estamos essencialmente na esfera dos públicos mais adultos que pretendem melhorar as suas habilitações. Todavia, nos últimos anos, assiste-se a um rejuvenescimento desses públicos. Hoje temos também jovens adultos que nos procuram para saber quais são as possibilidades para concluírem o ensino secundário, visto que não o conseguiram concluir uns anos antes.

ANQEP: Que estratégias usa o Centro Qualifica para mobilizar públicos-alvo mais vulneráveis ou menos motivados para a qualificação?
A.M.:
Tentamos manter com as pessoas uma relação de grande proximidade. Portanto, quando há eventos, promovidos pela comunidade, tentamos estar sempre presentes para podermos ter uma relação direta e chegar às pessoas. Todavia, atualmente a mobilização dos nossos públicos é muito feita através dos nossos próprios parceiros. Utilizamos muito os parceiros como mediação.

ANQEP: Utilizam essencialmente os parceiros com os quais o Centro Qualifica trabalha?
A.M.:
Sim. Desses, no que diz respeito a públicos mais vulneráveis, realço a nossa integração na Rede Social de Torres Vedras, que integra um grande número de parceiros.

ANQEP: E também IPSS?
A.M.:
Sim, pois o seu trabalho, no dia-a-dia, é de facto o contacto com pessoas que possam necessitar de diferentes tipos de apoio. Essas entidades conhecem-nos, sabem qual é o nosso trabalho e podem também passar a informação.

Numa primeira fase, foi o Centro quem se deu a conhecer a essas entidades?

ANQEP: Numa primeira fase, foi o Centro quem se deu a conhecer a essas entidades?
A.M.:
Num primeiro momento, nós fomos convidados pela Rede Social de Torres Vedras para apresentarmos o Centro Qualifica numa sessão plenária, muito por força do projeto "Back To Network". Este é um projeto Erasmus+, que envolve parceiros holandeses e húngaros, com vista a encontrar soluções para ajudar os desempregados a saírem dessa situação. Quando fomos convidados a apresentar este projeto, no final da nossa apresentação, a vereadora da área social propôs ao Plenário da Rede Social que fossemos convidados a integrar esta rede, o que foi votado favoravelmente. Ao integrarmos a Rede, tivemos a possibilidade de ter uma relação de parceria com todos os elementos que a integram (representantes da Segurança Social, das IPSS, etc.), o que nos permite fazer chegar informação sobre a existência do Centro e as modalidades de educação e formação a públicos conhecidos por essas entidades. Estamos essencialmente numa replicação da informação através de parceiros.

ANQEP: O Centro Qualifica tem também uma boa relação com o Centro de Emprego...
A.M.:
Claro. Tivemos um protocolo no tempo do Centro Novas Oportunidades e, naturalmente, temos vindo a desenvolver essa parceria. O Centro de Emprego envia-nos todas as pessoas que acha que devem ser enquadradas por nós. Todos os dias aparece alguém que diz: "eu venho do Centro de Emprego, estou nesta situação e mandaram-me vir aqui". No ano passado, também construímos um perfil de grupo e os potenciais formandos com esse perfil foram convocados para virem a uma sessão informativa. O nosso objetivo era mobilizá-los para a qualificação.
Além disso, temos uma parceria com a Câmara Municipal, através do seu programa "Emprega-te a fundo" (um programa de formação de uma semana para munícipes desempregados). Nesta semana de formação, nós asseguramos um módulo que se chama "Respostas de Qualificação". Há vários módulos de formação, o objetivo é que, ao fim daquela semana de formação, o desempregado fique munido de um conjunto de informações que lhe possam ser úteis.
Somos também parceiros da Câmara Municipal no âmbito do Plano Local para a Inclusão das Comunidades Ciganas (PLICC), que decorre do facto de o nosso município ter aderido ao programa "Romed" (um programa do Conselho da Europa que está a ser implementado em sete municípios). O PLICC tem várias vertentes e nós estamos envolvidos no que diz respeito à formação de adultos.

ANQEP: Mas já tiveram alguma atividade no âmbito deste programa?
A.M.:
Na altura do Centro de Novas Oportunidades, enquadrámos um conjunto de pessoas ciganas, mobilizando-as para um curso de competências básicas que se concretizou com o apoio da Câmara Municipal. Mais recentemente, no âmbito deste programa, apoiámos o "GAC" - Grupo Ativo Cigano. Trata-se de um grupo que visa fazer chegar pontos de vista das pessoas de etnia cigana ao município, sobre aspetos que as mesmas gostariam de ver concretizados. Neste âmbito, fizemos, no ano passado, uma sessão informativa para apresentar todas as possibilidades de formação. Em termos de mobilização para a formação, o resultado não foi extraordinário, mas pensamos que o PLICC virá dar um contributo forte para a valorização dos percursos de qualificação existentes no âmbito do Programa Qualifica.

Que estratégias de divulgação utilizam?

ANQEP: Que estratégias de divulgação utilizam?
A.M.:
Formalmente, fizemos aquilo que nos foi solicitado. Colocámos a placa de sinalética num espaço nobre da escola, ao lado do seu nome, em local visível. Como a rua é muito movimentada toda a gente vê a placa do Centro Qualifica.
Obviamente, temos também um espaço no site da escola e, em termos institucionais, integramos o Conselho Pedagógico da Escola. Esta escola tem dois representantes das ofertas formativas de adultos neste conselho: um do Centro Qualifica e outro dos Cursos EFA. Isso é muito importante. Há Centros Qualifica que não estão representados nos Conselhos Pedagógicos.
Por via desta representação, temos eco no Conselho Geral e, consequentemente, na comunidade por força da sua representação naquele órgão. Como também já referimos, integramos a Rede Local de Educação e Formação de Torres Vedras e temos um espaço no Portal da Educação da Câmara Municipal. Temos também uma página de Facebook que é forte, na nossa ótica. Tem um espaço dedicado à informação mas também integra sugestões de caráter cultural e de tudo o que nos parece ser interessante para o reforço da educação e formação de adultos. Quando temos momentos mais marcantes como entregas de diplomas, temos tido a felicidade de ter sempre a comunicação social ao nosso lado.
Em acréscimo, fizemos tudo aquilo que achámos que tínhamos de fazer, como sessões de divulgação em algumas freguesias.
Temos ainda muita gente que vem ao nosso encontro porque conhece alguém que já passou por cá e recomenda o Centro, assim como os nossos jovens que passam a palavra aos pais.

ANQEP: Tivemos conhecimento do projeto "A Cultura ao Serviço da Educação e Formação de Adultos" que conduziu à criação do chamado Cartão de Teatro-Cine. Pode falar-nos deste projeto?
A.M.:
No ano passado, quando participámos na "Semana Aprender ao Longo da Vida", promovida pela Associação "O Direito de Aprender", desenvolvemos várias atividades a nível local e uma delas decorreu no espaço do Teatro-Cine, tendo surgido a ideia de formalização de um protocolo que incentivasse os formandos que estão em processo de RVCC e em cursos EFA a irem assistir gratuitamente a espetáculos neste espaço. No fundo, pretendíamos incentivar as pessoas a conhecerem os espaços culturais da nossa cidade, e, sobretudo, criar hábitos de consumo de produtos culturais. O cartão Teatro-Cine tem duas modalidades: uma modalidade de grupo (para os cursos EFA, tendo um mediador que organiza e gere a ida a determinados espetáculos). Este mediador analisa a programação e, se houver algum espetáculo que seja relevante e pertinente para o processo de formação em causa, organiza a visita em grupo. No âmbito do processo de RVCC, decidimos que não seria assim. Temos um cartão individual e é o adulto que é responsabilizado pela sua autoformação em termos culturais. Este cartão dá para duas pessoas, para que o adulto que está em processo de RVCC possa levar uma companhia, e permite o acesso a todos os espetáculos que são da responsabilidade da Câmara Municipal.
No âmbito dos processos de RVCC, normalmente nas sessões das áreas de Linguagem, Comunicação e Cultura, é apresentada a programação do Teatro-Cine, com recurso à agenda cultural e aos resumos que nos são previamente enviados. Com estes dados constrói-se um guião com tópicos de reflexão que é entregue aos adultos. Estes deverão integrar nos seus portefólios reflexivos de aprendizagem as reflexões inerentes aos espetáculos que tenham escolhido ir ver. A nossa aposta é que todos os portefólios integrem ecos desta parceria.


Recursos
From long-term unemployment to a matching job From long-term unemployment to a matching job

Esta publicação evidencia o quanto os défices de competências funcionam como obstáculo para uma integração sustentável no mercado de trabalho dos desempregados de longa duração (DLD) e demonstra como é possível aos governos trabalharem, por etapas, nesse processo, com resultados positivos, apostando em práticas e políticas inovadoras, considerando o potencial da educação e formação profissional.
Logo nas primeiras páginas, o DLD é apresentado como um legado que resultou da crise financeira e económica que assolou a Europa em 2008, persistindo ainda hoje. Em 2015, a taxa de DLD na Europa era de 48%. Com a recuperação económica decresceu um pouco (4% de decréscimo em 2016) mas constatou-se que, nesse ano, quase metade dos desempregados na Europa (representando perto de 10 milhões de cidadãos europeus) era de longa duração e dois terços destes eram mesmo de muito longa duração (encontrando-se fora do mercado de trabalho há mais de dois anos). Nalguns países, como a Bulgária, Irlanda, Itália, Chipre, Portugal e Eslováquia representavam, em 2013, entre 6 a 9% da força de trabalho. Os dados mais recentes, abordados por este estudo do Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP), demonstram ainda que em mais de 10 Estados-Membros (entre os quais se situa Portugal) o DLD afeta metade da população desempregada. Outra constatação prende-se com a mudança no perfil dos DLD com a crise económica. Se no período pré-crise este fenómeno afetava sobretudo os menos qualificados e os que enfrentavam barreiras como limitações de saúde ou situações complexas de exclusão social, com a crise económica passou a afetar também outros grupos, como os detentores de qualificações médias, jovens diplomados e não-nativos.
A publicação destaca ainda os efeitos do DLD, que vão além de um reforço no défice de qualificações, estendendo-se, por exemplo, ao bem-estar psicológico e mental, bem como o aumento crescente da persistência em situação de DLD nos anos pós-crise (63% dos ficaram desempregados em 2012 permaneciam nessa situação em 2013).
Como medidas para uma diminuição sustentável destas taxas, o CEDEFOP apresenta o que considera poderem ser fatores críticos de sucesso, através de exemplos de experiências e medidas prosseguidas em diferentes países. De entre essas medidas destacam-se a formação feita à medida das especificidades de cada grupo-alvo, uma adequação das competências dos DLD ao que é requerido pelos empregadores (não só em termos de competências básicas mas também comportamentais e sociais) ou formações com resultados tangíveis. A validação das competências obtidas previamente e ao longo da vida é igualmente apontada como uma oportunidade para a construção de um perfil de empregabilidade, sendo, a este respeito, dado como um bom exemplo o trabalho que, em Portugal, é efetuado pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional através dos Centros Qualifica.


The European Pillar of Social Rights The European Pillar of Social Rights

A União Europeia acaba de lançar um guia de bolso sobre o Pilar Europeu dos Direitos Sociais, assente nos direitos que os cidadãos deverão ter, agrupados em três grandes categorias: igualdade de oportunidades e acesso ao mercado de trabalho; condições de trabalho justas e proteção e inclusão sociais.
O guia utiliza experiências do mercado de trabalho, da vida quotidiana e de situações de pessoas na reforma para demostrar como os cidadãos podem beneficiar destes direitos inerentes a uma União Europeia mais justa e mais inclusiva, assente num crescimento económico sustentável.
Para Marianne Thyssen, Comissária Europeia para o Emprego, Assuntos Sociais, Competências e Mobilidade Laboral, a Europa social significa: dar aos trabalhadores o direito de terem um tratamento justo e igual nas suas condições de trabalho; o acesso à proteção social e formação, independentemente do tipo, duração e da relação de emprego; apoiar os trabalhadores na mudança de trabalho temporário para contratos permanentes; fomentar formas inovadoras de trabalho, garantindo condições de trabalho de qualidade; incentivar o empreendedorismo e o auto-emprego e impedir as relações de trabalho que levam a condições precárias de trabalho (incluindo a proibição do abuso de contratos atípicos).
Através de testemunhos concretos de gestores, empreendedores, jovens estudantes, famílias ou simples cidadãos reformados ou desempregados, o guia mostra como é possível responder à preocupação generalizada que existe sobre o futuro do trabalho, a desigualdade e a mudança demográfica.


A Blueprint for sectoral cooperation on skills (wave II)

A Blueprint for sectoral cooperation on skills (wave II)

A segunda fase do Modelo para a Cooperação Setorial de Competências (Blueprint for sectoral cooperation on skills) centra-se em seis novos setores para demonstrar como os atores sociais (empresas, sindicatos, autoridades públicas, instituições de educação e formação) podem aplicar este mesmo quadro.
"Aditive Manufacturing", tecnologia verde e energia renovável, construção, transporte marítimo, "paper-based value chain" e aço são estas as áreas abrangidas pelo Blueprint, um documento que visa responder às necessidades de competências de curto e médio prazo em determinado setor económico, ilustrando os passos a seguir para se encontrar soluções específicas para cada um destes setores.
Relativamente ao setor "Aditive Manufacturing" (ligado à componente do design e da impressão 3D), é destacada a importância destas atividades na força de trabalho europeia do futuro, "sendo provável a criação de empregos altamente qualificados".
"A Europa tem-se esforçado para se tornar líder mundial na área das energias renováveis". É desta forma que o Blueprint salienta o relevo conferido pela Europa à tecnologia verde e à energia renovável.
No que diz respeito ao setor da construção, o documento recorda o Skills Forecast 2016 (da autoria do Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional - CEDEFOP), que refere que, até 2025, serão necessários cerca de um milhão de trabalhadores.
O transporte marítimo, setor que representa, em volume, "quase 70% do comércio externo europeu" é apresentado como determinante, quer no panorama atual, quer no futuro. O transporte de bens e importância de chegar depressa aos clientes, dentro e fora de portas da União Europeia, são dois dos elementos a ter em consideração.
Por seu turno, a "paper-based value chain" representa, de acordo com o Blueprint, um retorno (a nível de investimento) baixo mas estável, resultante de enormes gastos de recursos, de energia e de custos laborais.
Por fim, é abordado o setor do aço. A este propósito o documento destaca a deterioração da competitividade verificada nos últimos anos, acrescentando que a Europa não pode competir com os restantes países tendo por base baixos salários e fracas condições laborais. Ao invés, deve apostar na inovação, nas tecnologias, na qualidade e na qualificação dos seus recursos humanos.


Revista Revista "Skillset and match"

Na edição de maio de 2018 do magazine do Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP) de promoção da aprendizagem para o trabalho "Skillset and match" é questionado se "estaremos preparados para o futuro do trabalho".
O artigo de fundo dá respostas a perguntas sobre como será o impacto da digitalização nas competências e empregos que, segundo os prognósticos, terá consequências no trabalho do futuro.
Nesta edição é também abordado o papel da educação e formação profissional na promoção da prosperidade na Europa, com uma entrevista a Krasimir Valchev, Ministro da Educação e Ciência da Bulgária.
Um outro artigo explicita como os 20 princípios do Pilar Europeu dos Direitos Sociais podem orientar o emprego e as políticas sociais para ajudar a criar um trabalho mais justo e a construir um tecido social mais forte na Europa.
São ainda assinalados os 10 anos do Quadro Europeu de Qualificações que tem atuado como um catalisador para os quadros nacionais de qualificação dos Estados-Membros e contribuído para mudanças na paisagem das qualificações na Europa.
Por último, um artigo escrito pelo Ministro Assistente Australiano para o Ensino Profissional, Educação e Competências, sublinha a importância do foco em competências reais para a construção de carreiras reais, favorecendo a empregabilidade.


Currículo dos ensinos básico e secundário: Parecer do Conselho Nacional de Educação Currículo dos ensinos básico e secundário: Parecer do Conselho Nacional de Educação

A proposta de decreto-lei sobre o currículo dos ensinos básico e secundário mereceu, por parte do Conselho Nacional de Educação, uma apreciação, sendo esta objeto do Parecer n.º11/2018, de 28 de maio.
Elaborado por solicitação do Ministério da Educação, este parecer reconhece a relevância da proposta por procurar "criar condições para que a escola possa promover aprendizagens significativas e contextualizadas que respondam aos avanços sociais e tecnológicos" mas "cria algumas ambiguidades, nomeadamente as que decorrem do facto de passarem a coexistir programas de 1989 e metas curriculares da revisão da estrutura curricular de 2012 com pressupostos incompatíveis e que poderão induzir a práticas pedagógicas profundamente contraditórias" face aos princípios orientadores da proposta.
No parecer é ainda referida a inexistência de dados que permitam analisar de forma ponderada e fundamentada o intuito de se generalizar o projeto de autonomia e flexibilidade curricular e a importância de inclusão de um conjunto "comum de finalidades e competências no currículo definido a nível nacional e de prever margens de adaptação e de complementaridade".
Os aspetos inovadores, associados à possibilidade de as escolas gerirem parte da carga horária das disciplinas e de as organizar por semestre, ano ou de outro modo, são notados e, no entender do Conselho Nacional de Educação, "marcam uma mudança de paradigma curricular no nosso país, tradicionalmente pouco flexível".


Calendário escolar 2018/2019 Calendário escolar 2018/2019

O Despacho n.º 6020-A/2018, publicado no dia 19 de junho, aprova a calendarização, para o ano letivo 2018/2019, "dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, dos estabelecimentos particulares de ensino especial, bem como o calendário de provas e exames dos ensinos básico e secundário".
Neste documento, tal como publicitado em anos anteriores, inclui-se a calendarização da realização de provas de aferição, das provas finais de ciclo, dos exames finais nacionais, bem como das provas de equivalência à frequência dos ensinos básico e secundário.
O início das aulas irá ocorrer de 12 e 17 de setembro para os estabelecimentos públicos da educação pré-escolar e do ensino básico e secundário. Já as interrupções letivas irão ocorrer de 17 de dezembro a 2 de janeiro, de 4 a 6 de março e de 8 a 22 de abril.
Por seu turno, as provas de finais de ciclo do 9.º ano decorrerão entre 18 e 22 de junho e os exames finais nacionais do ensino secundário entre 17 e 27 de junho (1.ª fase) e entre 18 e 23 de julho (2.ª fase).


Em rede
Portal da oferta educativa e formativa Portal da oferta educativa e formativa

O final do 9.º ano de escolaridade coloca normalmente aos alunos uma questão importante para o prosseguimento dos seus estudos: O que fazer no próximo ano? Apostar no ensino profissional? Seguir um curso científico-humanístico?
O Ministério da Educação acaba de lançar o portal da oferta educativa e formativa para os ajudar nessa escolha.
Este portal organiza-se em torno de quatro tipos de pesquisa. A primeira, intitulada "Quero estudar", destina-se aos alunos, permitindo que façam uma pesquisa da oferta formativa através de três filtros: nível de ensino, região ou entidade formadora/escola.
O segundo é vocacionado para os profissionais de educação e formação, permitindo pesquisas mais precisas, integrando, por exemplo, dados relativos aos níveis de ensino ou às modalidades de educação.
O terceiro tem como destinatários os empregadores, facultando informação sobre o tipo de oferta formativa que existe e as entidades formadoras que a disponibilizam. Uma vez mais, a procura pode ser feita por área de estudo, região e nível de ensino.
Por último, o quarto tipo de pesquisa é dirigido a adultos, remetendo para o portal Qualifica, no qual é possível obter informação sobre as coordenadas de todos os Centros Qualifica.


Vídeo Skills Forecast Vídeo Skills Forecast

O Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP) lançou um vídeo promocional subordinado às tendências globais na área das competências até 2030.
Tendo como ponto de partida fatores como o crescimento (lento) económico, o envelhecimento da população, a imigração e o desajuste de competências, conjugados com o início da quarta revolução industrial, este vídeo procura ilustrar a forma como estes desafios irão afetar futuros empregos e competências na Europa.
A este propósito é referido que "4 em cada 5 empregos serão ocupados por pessoas muito qualificadas". Outro dado relevante aponta para a elevada necessidade de substituir trabalhadores, perfazendo 90% do total das vagas.
O Skills Forecast abrange 42 países, 41 ocupações e 3 níveis de qualificação (para todos os Estados-Membros, além da Islândia, da Noruega e da Suíça).
Conheça o vídeo.


Contextos(s)
ANQEP e PLN unidos pela literacia dos adultos ANQEP e PNL unidos pela literacia dos adultos

Com o principal intuito de promover e valorizar a leitura e a escrita junto dos adultos, em particular do texto literário, a Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP) e o Plano Nacional de Leitura (PNL) celebraram um protocolo tendo em vista a implementação do projeto Ler+ Qualifica.
A formalização da parceria decorreu no dia 30 de maio e contou com as presenças de Ana Cláudia Valente, Vogal do Conselho Diretivo da ANQEP, e de Maria Teresa Calçada, Comissária do PNL 2027.
Destinado a adultos, este programa será desenvolvido em cursos de educação e formação de adultos (EFA), em processos de reconhecimento, validação e certificação e competências (RVCC) e em formações modulares.
De acordo com o protocolo celebrado, as ações a dinamizar no âmbito do projeto Ler+ Qualifica deverão privilegiar a leitura e a escrita em ambientes formais e não formais, formando, assim, leitores competentes, autónomos e com espírito crítico, capazes de desenvolver competências de uso social da leitura e de combater a desinformação, o preconceito e a ignorância, no desempenho de uma cidadania ativa.
Numa primeira fase, serão convidados a integrar o projeto, entre setembro de 2018 e junho de 2019, 50 Centros Qualifica que, entre outros critérios, desenvolvam ou pretendam desenvolver projetos no domínio da literacia literária, que evidenciem recurso a linguagens diversificadas e enriquecedores e que demonstrem práticas em articulação com outras entidades (bibliotecas, associações, etc.).
Para concretizar esta fase, estas entidades deverão desenvolver atividades que, utilizando linguagens várias (filmes, fotografias, banda desenhada, publicidade, canções, etc.), traduzam a leitura de livros indicados pelo PNL 2027. Posteriormente, as entidades selecionadas terão as suas atividades divulgadas nos portais do PNL 2027, da ANQEP e do Programa Qualifica.


Recomendações a Portugal em matéria de qualificação e competências Recomendações a Portugal em matéria de qualificação e competências

A promoção "de um quadro propício à contratação de trabalhadores com base em contratos de duração indeterminada", bem como o aumento do nível de competências da população adulta, "incluindo a literacia digital, reforçando e alargando para o efeito a cobertura da componente de formação nos programas de qualificações da população portuguesa" são duas das recomendações específicas que o Conselho Europeu faz a Portugal, no âmbito da avaliação do último Semestre Europeu.
Estas recomendações resultam da avaliação dos programas nacionais de reformas de cada Estado-Membro, apresentados em abril, e têm em conta as previsões económicas da Comissão Europeia, bem como o foco das atenções que esta Comissão tem tido em algumas matérias, como o emprego, o ensino e as questões sociais, o que, segundo Marianne Thyssen, a Comissária europeia responsável pelo Emprego, Assuntos Sociais, Competências e Mobilidade dos trabalhadores, "demonstra a determinação da Comissão no sentido de aplicar o Pilar Europeu dos Direitos Sociais em todos os Estados-Membros e de melhorar as condições de vida e de trabalho para todos os cidadãos da Europa".
No documento que sistematiza as recomendações específicas feitas ao nosso País, pode ler-se que "o nível geral de competências da população adulta continua ser um dos mais baixos da Europa, prejudicando o potencial de inovação e a competitividade do país". E, acrescenta a recomendação do Conselho, "tal inclui as competências digitais: em 2017, apenas 50% dos cidadãos com idades compreendidas entre os 16 e os 74 anos possuíam competências digitais básicas ou acima deste nível de base (contra uma média da UE de 57%)". Embora reconheça a existência de programas concretos em Portugal, com o intuito de reforçar as competências (como o programa Qualifica ou a iniciativa Portugal INCoDe.2030), o Conselho Europeu entende que a eficácia dos mesmos "dependerá da cobertura e da qualidade da formação ministrada, transcendendo o mero processo de reconhecimento das competências".
O Conselho Europeu destaca ainda o receio de que os aumentos do salário mínimo tenham um efeito na redução do prémio remuneratório das competências adquiridas, "diminuindo assim os incentivos para que os trabalhadores pouco qualificados invistam na educação e na formação".
Com respeito ao abandono escolar é destacada a "tendência decrescente a longo prazo" mas é notado que continua "mais elevado do que a média da UE". Também o desempenho escolar tem vindo a melhorar "mas subsistem preocupações em termos de equidade, atendendo a que a percentagem de alunos com fraco aproveitamento difere significativamente entre os quartis socioeconómicos inferior e superior".
Outra dimensão que motiva uma recomendação prende-se com a taxa de ingresso no ensino superior, nomeadamente nos domínios científicos e tecnológicos, pois continua a ser insuficiente. Além disso, contrariamente ao objetivo nacional (40% até 2020), "a taxa de conclusão de estudos superiores (entre os 30 e os 34 anos) diminuiu, tendo passado de 34,6% em 2016 para 33,9% em 2017".


Factos e Práticas
Concurso "Todos Contam" de regresso
Concurso Com o intuito de premiar os melhores projetos de educação financeira a implementar nas escolas, no ano letivo 2018/2019, encontra-se em curso mais uma edição do concurso "Todos Contam".Este desafio destina-se aos agrupamentos de escolas, escolas não agrupadas, estabelecimentos de ensino  ...
Voluntariado Jovem para Natureza e Florestas
Voluntariado Jovem para Natureza e FlorestasAs candidaturas ao programa "Voluntariado Jovem para Natureza e Florestas" encontram-se abertas. Esta iniciativa destina-se a jovens residentes em Portugal, com idades compreendidas entre os 18 e 30 anos, sendo promovida por associações, câmaras municipais, estabelecimentos de ensino secundário  ...
EPATV discute mobilidade na Turquia
EPATV discute mobilidade na TurquiaUma comitiva da Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV) esteve em Ancara, a propósito da terceira reunião do projeto Eramus+ Erovet - European Research on VET.Durante os trabalhos, decorreu um período de formação de docentes que visou desenvolver os princípios para a criação de  ...
20.º Congresso Internacional de Formação para o Trabalho
20.º Congresso Internacional de Formação para o TrabalhoA Delegação Regional do Norte do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) organizou, em colaboração com a Universidade do Porto, com a Junta da Galiza e a Universidade de Santiago de Compostela, o "20.º Congresso Internacional de Formação para o Trabalho - Norte de Portugal  ...
IX Semana de Desenvolvimento Rural e do Empreendedorismo
IX Semana de Desenvolvimento Rural e do EmpreendedorismoDurante três dias, a Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Carvalhais/Mirandela (EPA) abriu as suas portas à comunidade através da realização da IX Semana de Desenvolvimento Rural e do Empreendedorismo.A Semana decorreu nos dias 22, 23 e 24 de junho e englobou,  ...
Make the Future...Today!
Make the Future...Today!A eficiência da rede de parceiros locais e o reforço da comunicação da Garantia Jovem (GJ) junto do seu potencial público-alvo estiveram em debate no seminário final do projeto "Make the Future...Today!" que se realizou, no dia 18 de junho, no auditório do Instituto de Ciências Sociais da  ...
Formandos da Escola da Torre editam trabalho em e-book
Formandos da Escola da Torre editam trabalho em e-bookFormandos dos cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) de nível básico da Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos da Torre, em Câmara de Lobos (Madeira), apresentaram, no dia 13 de junho, no Convento de S. Bernardino daquela vila, o resultado de um trabalho multidisciplinar, que decorreu ao longo  ...
Vencedores da 5.ª edição do "Concurso Regional de Ideias de Negócio nas escolas"
Vencedores da 5.ª edição do Os três primeiros vencedores do "Concurso Regional de Ideias de Negócio nas escolas", promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), foram conhecidos, no dia 7 de junho, na Universidade da Beira Interior, na Covilhã.O primeiro lugar do pódio foi atribuído  ...
"Caminhos para Inovar na Educação"
A Comissão Setorial para a Educação e Formação do Instituto Português de Qualidade (IPQ) promoveu uma sessão temática, no dia 6 de junho, na sede do IPQ, no Monte da Caparica, com o tema: "Caminhos para Inovar na Educação". Esta iniciativa foi dinamizada por Alexandre Oliveira e Guilherme  ...
Encontros Qualifica
Encontros QualificaOs centros Qualifica do Agrupamento de Escolas Tomaz Pelayo (Santo Tirso) e do Agrupamento de Escolas D. Afonso Henriques (Vila das Aves), em colaboração da Câmara Municipal de Santo Tirso, dinamizaram, nos dias 4 e 6 de junho, a iniciativa Encontros Qualifica.No dia 4, a sede do  ...
Notas
Teatro para a educação e literacia de migrantes na Europa Teatro para a educação e literacia de migrantes na Europa

A ASTA - Associação de Teatro e Outras Artes apresenta, no dia 4 de julho, na sede da Fundação Saramago, em Lisboa, o projeto TELL-ME - Theatre for Education and Literacy Learning of Migrantes in Europe.
Este projeto, para além de Portugal (representado pela ASTA, com sede na Covilhã) integra ainda parceiros de Itália e da Suécia.
No decorrer da sessão de apresentação será ainda lançada a versão portuguesa do manual "Migrantes, educação, teatro", um produto desenvolvido ao abrigo deste projeto que conta com o apoio do programa Erasmus+. Haverá ainda oportunidade para o reforço do diálogo entre profissionais da educação e do teatro, tendo como pano de fundo a integração dos migrantes na Europa.


LLLP discute futuro da educação LLLP discute futuro da educação

O que é preciso para haver uma mudança cultural na educação? Será necessário adotar uma cultura de aprendizagem ao longo da vida?  Ou, talvez, dinamizar parcerias para repensar a educação?
Estas e outras questões são o mote do encontro anual da Plataforma de Aprendizagem ao Longo da Vida (LLL Platform), que terá lugar nos dias 5 e 6 de julho, em Viena (Áustria).
Os ambientes de aprendizagem e o reconhecimento, validação e certificação de competências serão outros dos assuntos em destaque nesta iniciativa que tem como objetivo abordar de forma holística os conceitos de educação e de cultura.
A LLLP é uma plataforma que agrega mais de 40 organizações europeias que trabalham na área da educação, formação e juventude, sendo que, atualmente, representa mais de 50 mil entidades promotoras de aprendizagens formais, não-formais e informais.


Educação e formação de adultos discutidos em Almada Educação e formação de adultos discutida em Almada

A cidade de Almada vai ser palco, no dia 6 de julho, do IV Seminário Nacional de Educação e Formação de Adultos.
Sob o mote "Sociedade 4.0 e aprendizagem ao longo da vida: educação, trabalho e inclusão social", esta iniciativa irá decorrer no Auditório da Academia Almadense.
Os trabalhos serão compostos por duas mesas de trabalho: a primeira será subordinada ao tema dos direitos sociais e ao contributo da educação de adultos para a igualdade de oportunidades; e a segunda alusiva à intervenção no campo da educação e formação de adultos e aos mecanismos de discriminação positiva.
Membros do Governo e da autarquia almadense, bem como diversos especialistas nesta área irão marcar presença neste encontro, que contará também com a participação de Ana Cláudia Valente, Vogal do Conselho Diretivo da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP), num painel dedicado aos instrumentos de operacionalização e intervenção.
O IV Seminário Nacional de Educação e Formação de Adultos é uma iniciativa dinamizada pela Associação Portuguesa de Educação e Formação de Adultos - Aprendências (APEFA).


Currículo, inovação e flexibilização Currículo, inovação e flexibilização

No final do primeiro ano do projeto de autonomia e flexibilização curricular dos ensinos básico e secundário, o Departamento de Estudos Curriculares, com o apoio do Centro de Investigação em Educação da Universidade do Minho, leva a efeito um seminário que procura efetuar uma análise crítica dos resultados que já é possível obter.
O evento, intitulado "Currículo, inovação e flexibilização" terá lugar nos dias 6 e 7 de julho, no Instituto de Educação da Universidade de Minho, prometendo essencialmente uma análise crítica resultante do olhar de investigadores e professores.
Na base da reflexão está a centralidade que o atual executivo pretendeu dar à escola e à sala de aula, através do projeto de flexibilização curricular e da inovação pedagógica, tendo presente que o insucesso escolar tem sido um dos aspetos críticos do sistema educativo.
De acordo com o programa, o evento deverá ainda contar com a participação do Ministro da Educação e do Secretário de Estado da Educação.


Educação de jovens, de adultos e social em Portugal e no Brasil Educação de jovens, de adultos e social em Portugal e no Brasil

A educação e a formação de jovens e adultos e a educação social em Portugal e no Brasil são os temas de fundo do III Seminário Luso-Brasileiro de educação de adultos/ I Seminário Internacional Brasil e Portugal, que terá lugar nos dias 9 e 10 de julho, na Escola de Ciências Humanas e Sociais da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real.
Com o intuito de analisar e debater as questões atuais e os dilemas antigos, comuns aos dois países, este evento deverá ainda proporcionar uma visão crítica acerca do campo e da problemática da educação de adultos e da educação social, proporcionar um espaço de reflexão em torno das práticas educativas e gerar conhecimento que seja transferível para a ação dos participantes.
No programa do evento, destaca-se ainda uma mesa de debate subordinada às experiências práticas e de investigação levadas a efeito em Portugal, nelas incluindo a participação do nosso país na Plataforma Eletrónica para a Educação de Adultos na Europa (EPALE).
Este evento destina-se a professores, educadores, formadores, técnicos de educação e formação de adultos, técnicos de animação e de educação social e à comunidade educativa em geral, correspondendo a uma organização da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Política Pública da Educação Social e Educação do Jovens e Adulto (do município brasileiro de Sorocaba) e da Universidade Estadual de Campinas.
A participação neste evento pressupõe uma inscrição e um correspondente pagamento prévio, até 6 de julho. Para mais informações e formalização das inscrições, aceda a ao site.


Jornadas Pedagógicas da ANESPO em Pedrogão Grande Jornadas Pedagógicas da ANESPO em Pedrogão Grande

Sob o lema "Apostar na qualidade e nas práticas disruptivas", Pedrogão Grande vai receber, no dia 17 de julho, as Jornadas Pedagógicas 2018 da Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO).
O evento ocorrerá em dois locais distintos: da parte da manhã, na Casa Municipal da Cultura, e, na parte da tarde, na Escola Tecnológica e Profissional da Zona do Pinhal.
De entre os temas em debate salienta-se a flexibilidade curricular no ensino profissional; a formação em contexto de trabalho; os processos de gestão e elegibilidade dos alunos; as qualificações operacionalizadas em resultados de aprendizagem e os sistemas de gestão da qualidade.


Os 10 anos do Sistema Nacional de Qualificações Os 10 anos do Sistema Nacional de Qualificações

O Sistema Nacional de Qualificações (SNQ) faz 10 anos e para celebrar este aniversário a Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional promove um encontro dirigido a todos os que diariamente contribuem para o seu funcionamento ou ajudam a consolidá-lo.
Este encontro terá lugar no Centro de Congressos de Aveiro, no dia 18 de julho, e visa refletir sobre o balanço dos 10 anos de implementação do SNQ, criando momentos de partilha e de reflexão sobre o trabalho aqui desenvolvido, e tecer uma análise que possa ter incidência prospetiva sobre o próprio sistema e os seus atores.
Os painéis deste encontro irão abordar o papel central do Catálogo Nacional de Qualificações neste Sistema, a valorização do ensino profissional, os desafios e as conquistas da educação de adultos em Portugal, os trabalhos do Sistema de Antecipação de Necessidades de Qualificação e os percursos de melhoria contínua associados à Garantia da Qualidade na Educação e Formação Profissional.
A entrada é livre mas encontra-se limitada à capacidade da sala, sendo obrigatória uma inscrição prévia, a realizar através do site, até ao dia 13 de julho.


Semana ALV 2018 Semana ALV 2018

A celebração da aprendizagem ao longo da vida volta a acontecer, este ano, com mais um Semana ALV.
Agendada para o período de 22 a 26 de outubro, esta Semana reparte-te, novamente, por três vertentes.
As "Atividades Locais" são um incentivo para que pessoas e organizações desenvolvam, a nível local, iniciativas de diferentes formas de aprendizagem (formal, não formal e informal) com relevo para as populações.
O Encontro "Semana ALV 2018" irá ter lugar no dia 22 de outubro, no auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e assumirá como tema principal "a aprendizagem ao longo da vida e o património Cultural" (considerando que 2018 é o Ano Europeu do Património Cultural).
Por fim, o "Prémio Semana ALV" é uma iniciativa que visa reconhecer uma entidade ou um cidadão que se tenha destacado pelo desenvolvimento de ações de aprendizagem de adultos, através de programas ou projetos considerados eficazes e inovadores.
A Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP) volta a fazer parte do leque de entidades que apoiam a concretização desta Semana, organizada pela Associação O Direito de Aprender.



Enviar a um amigo
  
Newsletter
Av. 24 de julho, nº 138    1399-026 Lisboa - Tel: 213 943 700 - Fax: 213 943 799 - E-mail: anqep@anqep.gov.pt Ficha Técnica
Se tem dificuldade em visualizar a newsletter, clique aqui